EUTANASIA - UMA SUTIL FALACIA
O fim –subjetivamente bom– n?o justificaria esses meios (neste caso, matar a um inocente). Propugnam um totalitarismo que, na pr?tica, decide quem tem direito a viver e quem n?o; consideram-se legitimados para se envolverem com quem n?o se corresponde com seu padr?o de homem: os deficientes, os enfermos, os idosos, os moribundos. Algumas obje??es —Mas quando ? o pr?prio enfermo quem o pede? Em qualquer caso, deve-se lutar por vencer a doen?a, mas n?o ? l?cito eliminar seres humanos enfermos para que n?o sofram. A eutan?sia n?o ? um simples ato paliativo do sofrimento, sen?o desprezar e vexar definitivamente ao paciente. Alpha Monografia – Pesquisa de monografias para TCC em direito
Obviamente, mas n?o devemos confundir o que suceda no interior das pessoas num momento dif?cil, com o que as leis ou a sociedade deve ter como aceit?vel ou recha??vel. Atrav?s da Monografia Alpha e monografias de direito e sociologia
No entanto, parece claro que se esfor?ar por mitigar a dor ? positiva, mas propor-se elimin?-la acima de qualquer outro valor, inclusive atentando contra a vida de um inocente, ? um grave erro: o fim n?o justifica os meios. —Mas n?o todos os casos s?o igualmente conden?veis: h? que se p?r no lugar do enfermo e de sua fam?lia, que podem estar numa situa??o tremendamente dura. Quando se pretende dar morte aos que s?o d?beis ou deficientes, para estabelecer no mundo uma esp?cie de tirania da normalidade, esse mundo fica inevitavelmente desumanizado. Costuma-se falar de eutan?sia como reden??o do sofrimento, quando com freq??ncia nada mais ? do que uma decis?o utilitarista que alivia e libera a quem t?m de cuidar ao enfermo. H? circunst?ncias que exigem muito entendimento, e que podem atenuar a responsabilidade de qualquer erro que uma pessoa cometa –j? dissemos que todos os ordenamentos jur?dicos contam com isso–, mas isso n?o deve confundir-se isso com a norma geral
Comments O ser humano, ainda no umbral da morte, conserva toda sua dignidade. E algo semelhante sucedeu a alguns com a sa?de, e lhes levou a um fen?meno similar. Quem defende a legaliza??o da eutan?sia costumam invocar o suposto direito individual a dispor da pr?pria vida,
ou ainda ao que consideram uma manifesta??o de solidariedade social: eliminar vidas que –sempre segundo eles– carecem de sentido e constituem um duro ?nus para os familiares e para a pr?pria sociedade. Quando um enfermo que sofre pede que o matem, o que em realidade est? pedindo quase sempre ? que lhe aliviem os padecimentos, tanto os f?sicos como os morais, que ?s vezes s?o ainda mais dolorosos. AC Monografia – Pesquisa em monografias de Direito Constitucional e Civil
? premente lutar contra os efeitos adversos da defici?ncia f?sica e a debilidade, mas os enfermos sempre s?o seres humanos aos quais devemos respeitar. Algumas ideologias no ?ltimo s?culo consideraram determinadas dimens?es parciais do ser humano como valores absolutos e, ao faz?-lo, geraram clamorosas injusti?as: assim sucedeu com quem constru?ra sua vis?o do mundo exclusivamente sobre a ra?a, a cor da pele, a classe social, a na??o, ou a ideologia. S?o casos habitualmente provocados pela solid?o, pela incompreens?o, pela falta de afeto e consolo no transe supremo.
